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Regras gerais de concordância

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Gramática - Regras gerais de concordância

Como se vê dos exemplos seguintes, harmonizam-se umas com as outras palavras flexivas — estão de acordo o género e número entre substantivos e adjectivos, o número e pessoa nos verbos, e, na voz passiva, o número, pessoa e género:

 Lindo cravo, lindos cravos.

Erva tenra, ervas tenras.

Eu brinco, tu brincas, o João brinca, nós brincamos, vós brincais, os nossos companheiros brincam.

O Mário é considerado pelo Artur. A Márcia é estimada pela Leonor.

Esta harmonia ou correspondência é o que, em gramática, se chama concordância.

Escrevendo ou falando, temos de observar as regras a que obedece a concordância.

A Priberam disponibiliza, em serviço gratuito on-line, um corrector sintáctico (apenas com sugestões, sem explicação gramatical dos erros) que permite detectar erros de concordância em frases completas.

 

CONCORDÂNCIA DO ADJECTIVO

Como se vê nos exemplos seguintes, o adjectivo concorda em género e número com o substantivo ou pronome a que se refere: 

 Tenho um lindo vestido.

Tenho duas camisas lindas.

Esta rosa é bela.

Estes cravos são belos.

Ele é teimoso.

Elas são teimosas.

O adjectivo tem sempre a forma masculina do singular quando se refere a um verbo ou ao sentido de uma oração, como se vê nos exemplos seguintes:

O Alberto é um homem delicado.

A Maria é uma linda rapariga.

É bom que te apresses.

É perigoso atravessar as ruas e as estradas sem prestar atenção ao trânsito.

 

CONCORDÂNCIA DO VERBO COM O SUJEITO

Como se vê dos exemplos seguintes, quando o sujeito é simples, o verbo emprega-se no número e pessoa correspondentes ao sujeito; ou, como é de uso dizer-se, o verbo concorda com o sujeito em número e pessoa: 

 Eu gosto de uvas e tu gostas de peras.

Nós gostamos de melão e vós gostais de melancia.

Ele gosta de maçãs e eles gostam de laranjas.

Quando o sujeito é múltiplo, a concordância varia:

a) Eu e tu somos cuidadosos. Eu e o Magalhães trabalhamos. Nestes dois exemplos, um dos sujeitos simples é da 1.ª pessoa. Quando assim acontece, o verbo emprega-se na 1.ª pessoa do plural.

b) Tu e teus companheiros brincais muito, ou brincam muito. Neste exemplo, um dos sujeitos é da 2.ª pessoa e não há nenhum da 1.ª Quando assim acontece, o verbo emprega-se na 2.ª pessoa do plural, mas pode também empregar-se na 3.ª

c) Os minhotos alimentavam-se de modo diverso dos algarvios e dos alentejanos, porque os primeiros colhiam da terra produtos diferentes, e porque os segundos tiravam também da terra vegetais e, do mar, peixes e mariscos que no Minho não existiam ou eram pouco comuns. Neste exemplo, todos os sujeitos são da 3.ª pessoa do plural. Quando assim acontece, o verbo emprega-se no plural.

d) 1.º A amendoeira, a figueira, a alfarrobeira e a nespereira vivem no Algarve em grande quantidade. 2.º Dá-se (ou dão-se) no Algarve a laranjeira e a nespereira. No 1.º dos exemplos anteriores, os sujeitos são todos do singular e o verbo está depois deles. Quando assim acontece, o verbo emprega-se no plural. No 2.º exemplo, o verbo está antes do sujeito. Quando assim acontece, o verbo emprega-se indiferentemente no singular ou no plural. Foram (e nunca foi) Vasco da Gama e Pedro Álvares Cabral dois grandes navegadores portugueses. (Em casos como este, em que o verbo tem um predicativo no plural, só pode empregar-se o verbo no plural.)

e) 1.º O mar e os rios agradam à vista. 2.º Agradam à vista os rios e o mar. 3.º Agrada (ou agradam) à vista o mar e os rios. No primeiro dos exemplos anteriores, um dos sujeitos é do singular e o outro é do plural (mar, rios), e estão ambos antes do verbo. Quando assim acontece, isto é, quando os sujeitos são de números diferentes e estão antes do verbo, do predicado, este emprega-se no plural. No 2.º dos exemplos anteriores, o primeiro dos sujeitos é do plural e o segundo do singular. Quando assim acontece, o verbo emprega-se também no plural. No 3.º dos exemplos, o verbo está antes dos sujeitos, mas o primeiro destes é singular. Nesse caso, o verbo pode empregar-se indiferentemente no singular ou no plural.

 

CONCORDÂNCIA DO ADJECTIVO PREDICATIVO, E DO ADJECTIVO VERBAL DAS FORMAS DA VOZ PASSIVA, COM O SUJEITO

Como se vê dos exemplos seguintes, quando o sujeito é simples, o adjectivo predicativo emprega-se no género e número do sujeito: 

 O gafanhoto é nocivo para as culturas.

A abelha é trabalhadeira.

Os diamantes são raros.

As amoras são pretas.

O mel é fabricado pela abelha.

A manteiga é utilizada pelo homem na sua alimentação.

Os insectos das hortas são devorados pelos sapos.

As hortas são destruídas pelo caracol.

Quando o sujeito é múltiplo, mas constituído por sujeitos simples do mesmo género, o adjectivo predicativo adapta-se a esse género:

A luz e a água são necessárias à vida.

O sol e o ar são necessários à vida.

Quando o sujeito é múltiplo e se emprega no singular, o adjectivo predicativo emprega-se no género do sujeito mais próximo: 

 É necessário o vigor e a alegria.

É necessária a alegria e o vigor.

Quando os sujeitos não são do mesmo género e se emprega o plural, o adjectivo predicativo toma geralmente o género masculino:

A alegria e os sorrisos são considerados como sinal de saúde.

Quando o sujeito da oração é uma expressão de tratamento, o adjectivo predicativo concorda com o nome que convém às pessoas a quem nos dirigimos: 

Vossa Excelência é muito estimado (ou muito estimada, se for mulher).

Vossas Excelências são muito bondosos (ou bondosas).

Quando o pronome vós se emprega como forma de tratamento (o que é vulgar no Norte de Portugal), a indicar uma só pessoa, o adjectivo predicativo fica no singular e toma a forma correspondente à pessoa a quem nos dirigimos:

Vós estais bom (ou boa, se for mulher).

Vós sois considerado (ou considerada).